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Título: Insuficiência renal aguda pós transplante cardíaco : preditores e prognóstico
Autor(es): Biondi, Rodrigo Santos
E-mail do autor: rodrigobiondi.md@gmail.com
Orientador(es): Atik, Fernando Antibas
Assunto: Insuficiência renal aguda
Síndrome cardiorrenal
Transplante cardíaco
Diálise
Cardiopatia chagásica
Data de publicação: 30-Set-2022
Referência: BIONDI, Rodrigo Santos. Insuficiência renal aguda pós transplante cardíaco: preditores e prognóstico. 2022. 49 f., il. Dissertação (Mestrado em Ciências da Saúde) — Universidade de Brasília, Brasília, 2022.
Resumo: Objetivo: O Objetivo do estudo foi identificar fatores de risco e preditores para Lesão Renal Aguda (LRA) com necessidade de terapia renal substitutiva (TRS), a partir de um registro retrospectivo de dados de pacientes submetidos a transplante cardíaco em um centro de referência no Brasil. Métodos: O metodo utlizado foi um estudo de corte observacional com coleta de dados retrospectivos, em Hospital terciário, com 162 pacientes submetidos a transplante cardíaco ortotópico. Resultados: Os dados basais e principais resultados após o transplante cardíaco foram: 32% dos pacientes necessitaram de TRS. A média de idade foi de 48,6 ± 6,4 anos. 43,2% dos pacientes eram do sexo feminino. Quarenta pacientes (24,7%) estavam em uso inotrópico de prévio ao transplante cardíaco e 1 (0,6%) necessitou de ECMO. A causa mais frequente de insuficiência cardíaca que levou ao transplante cardíaco foi a cardiomiopatia chagásica (66%) seguida da cardiomiopatia isquêmica em 10,5% dos pacientes. A duração da lista de espera desse grupo foi de 76 (IIQ 18 – 169) dias. A mediana da creatinina sérica foi de 1,2 (IIQ: 1,0 - 1,6) mg/dL, e a mediana da taxa de filtração glomerular estimada (TFGe) pela equação de Cockcroft-Gault foi de 60 (IIQ: 46,5 - 78,0) mg/mL/m2. Ressalta-se que 8% eram diabéticos, 41,4% hipertensos e 66,7% faziam uso de inibidores da enzima conversora de angiotensina (iECA) ou antagonistas do receptor da angiotensina II (BRA). Houve 102 (56%) pacientes instáveis após o transplante. A taxa de mortalidade foi de 32,4% e o tempo médio de sobrevida, considerando o tempo desde o transplante até 30 de junho de 2018, foi de 933 (IIQ 365 – 1794) dias. Houve associação significativa com uso de inotrópicos (p-valor: 0,004, OR: 2,97; IC95%: 1,40 - 6,31), doença renal crônica (DRC) pré-transplante (p-valor < 0,0001; OR: 3,85; IC95%: 1,78 - 8,.28) e aqueles com hipertensão arterial sistêmica e DRC (p-valor: 0,032, OR: 2,23; IC95%: 1,06 - 4,68). Foi realizada regressão logística para verificar os efeitos do uso de inotrópicos, a presença de doença renal crônica (DRC) pré-transplante e a presença de HAS+DRC a respeito da probabilidade de pacientes necessitarem de hemodiálise no período pós-transplante. Esses fatores de risco, com exceção da combinação de pacientes com HAS+DRC, foram independentemente associados à diálise pós-transplante. Conclusões: As conclusões foram que a necessidade de TRS pós-transplante foi alta em nossa coorte (32%); após a regressão logística, os fatores de risco independentes pré-transplante relacionados ao TRS de início agudo foram função renal (OR para TFGe baixa: 3,19; IC95%: 1,38 – 7,38) e uso de inotrópicos (OR: 3,91; IC95%: 1,75 – 8,73). Nenhum outro fator de risco, seja no período per-transplante ou pós-transplante foi encontrado estatisticamente significante. Os pacientes submetidos a TRS pós-transplante apresentaram menor tempo de sobrevida (920 vs 1.276 dias, valor p: 0,019).
Abstract: Objective: The aim of this study was to identify risk factors and predictors for Acute Kidney Injury (AKI) requiring renal replacement therapy (RRT), based on a retrospective data recording of patients undergoing heart transplantation at a referral center in Brazil. Methods: We performed an observational cohort study with retrospective data collection, in tertiary hospital, with 162 patients undergoing orthotopic heart transplantation. Results: Baseline data and main results after heart transplantation were 32% of patients required RRT. The mean age was 48.6 ± 6.4 years. 43.2% of the patients were female. Forty patients (24.7%) were in previous heart transplantation and 1 (0.6%) required ECMO. The most frequent cause of heart failure that led to heart transplantation was Chagas cardiomyopathy (66%) followed by ischemic cardiomyopathy in 10.5% of patients. The duration of the waiting list for this group was 76 (IIQ 18 – 169) days. The median serum creatinine was 1.2 (IIQ: 1.0 - 1.6) mg/dL, and the median estimated glomerular filtration rate (eGFR) by Cockcroft-Gault equation was 60 (IIQ: 46.5 - 78.0) mg/mL/m2. It is emphasized that 8% were diabetic, 41.4% hypertensive and 66.7% used angiotensin-converter enzyme inhibitors (iACE) or angiotensin II receptor antagonists (ARB). 102 (56%) patients were untestable after transplantation. The mortality rate was 32.4% and the average survival time, considering the time from transplantation to June 30, 2018, is 933 (IIQ 365 – 1794) days. There was a significant relationship with the use of inotropic drugs (p-value: 0.004, OR: 2,97; CI95%: 1.40 - 6.31), chronic kidney disease (CKD) pre-transplantation (p-value < 0.0001, OR: 3,85; CI95%: 1.78 - 8, .28) and those with both systemic arterial hypertension and CKD (p-value: 0.032, OR: 2,23; CI95%: 1.06 - 4.68). Logistic regression was performed to verify the effects of inotropic drugs, the presence of pre-transplant chronic kidney disease (CKD), and the presence of SAH+CKD on the likelihood of patients requiring hemodialysis in the post-transplant period. These risk factors, except for the combination of patients with SAH+CKD, were independently associated with post-transplant dialysis. Conclusions: We concluded that our cohort's need for post-transplant RRT was high (32%). After logistic regression, the independent pre-transplant risk factors related to recent RRT were renal function (OR for low GET: 3. 19; CI5%: 1,38 – 7,38) and use of inotropic drugs (OR: 3,91; CI95%: 1,75 – 8,73). No other risk factors, while in the per-transplant or post-transplant period, were found statistically significant. Patients submitted to RRT after transplantation had a shorter survival time (920 vs 1,276 days, p: 0.019).
Informações adicionais: Dissertação (mestrado) — Universidade de Brasília, Faculdade de Ciências da Saúde, Programa de Pós-Graduação em Ciências da Saúde, 2022.
Licença: A concessão da licença deste item refere-se ao termo de autorização impresso assinado pelo autor com as seguintes condições: Na qualidade de titular dos direitos de autor da publicação, autorizo a Universidade de Brasília e o IBICT a disponibilizar por meio dos sites www.bce.unb.br, www.ibict.br, http://hercules.vtls.com/cgi-bin/ndltd/chameleon?lng=pt&skin=ndltd sem ressarcimento dos direitos autorais, de acordo com a Lei nº 9610/98, o texto integral da obra disponibilizada, conforme permissões assinaladas, para fins de leitura, impressão e/ou download, a título de divulgação da produção científica brasileira, a partir desta data.
Aparece nas coleções:PPGCS - Mestrado em Ciências da Saúde (Dissertações)

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